sexta-feira, 30 de outubro de 2009

WIKIPEDIA,DIVULGAÇÃO, BLOGOSFERA, DRUMMOND, MARCELO ROQUE E UM TOQUE SUTIL: GLÓRIA KREINZ DIVULGA


"espero-te,
ainda que nunca me ouças chamar,
e ainda que nunca tenhas partido"
Marcelo Roque

ATÉ A WIKIPEDIA RECONHECE.CONFORME DISSE EM TEXTO SOBRE O POEMA "VERDADE" DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, O GRANDE PROBLEMA DA BLOGOSFERA É O DA COMUNICAÇÃO DO SÉCULO 21.TEM QUE SER ÚNICA NO QUE COMUNICA, NO MEIO DO BURBURINHO QUE SE ALASTRA, PARA NÃO SE TORNAR RUÍDO...SÓ ASSIM A INTERVENÇÃO ADQUIRE UMA IDENTIDADE NO MEIO DA MULTIDÃO DE CLONES. EVITA A REPETIÇÃO QUE ALERTAVA JEAN BAUDRILLARD...

PORÉM ISTO É PARA AQUELES QUE SÃO AUTÊNTICOS, E A DIFERENÇA, MESMO NA BLOGOSFERA, SE IMPÕE E REALÇA A DIFERENÇA,COMO O POEMA DE DRUMMOND CITADO NA POSTAGEM ABAIXO.
MAS TEMOS QUE FAZER JUSTIÇA. HÁ OUTROS POEMAS BRILHANTES E MARCELO ROQUE NOS DEU UM BELO EXEMPLO NO POEMA "ESPERO-TE", QUANDO FALOU DO SILÊNCIO DE QUEM ESPERA, AMANDO...

É TALVEZ A MAIS DIFÍCIL CONDIÇÃO NO ATO DE AMAR...DECLARAR E VIVER O AMOR É FÁCIL...GUARDÁ-LO EM SEU SILÊNCIO TORNA O MOMENTO UNIVERSAL, DIGNO DOS GRANDES AUTORES QUE JÁ FALARAM DO TEMA. AINDA MAIS NA BLOGOSFERA.

VALE A PENA PENSAR SOBRE O POEMA E COMPARÁ-LO COM "VERDADE" DA POSTAGEM ABAIXO.DOIS GRANDES MOMENTOS TEXTUAIS DA COMUNICAÇÃO NA BLOGOFESRA. E SÓ PRECISOU DE PALAVRAS, POETAS, E A MAGIA DO LUGAR "ENTRE" FULGURANDO ENTRE AS LETRAS...PROVA DE QUE A BLOGOSFERA E O TEXTO ESCRITO CONVIVEM EM PLENITUDE QUANDO SÃO BONS.QUALQUER TOQUE MENOS SUTIL PODE ATRAPALHAR...HEIDEGGER JÁ SABIA DISSO...

GLÓRIA KREINZ.

ESPERO-TE
Amo-te em cada beijo que não te dou,
em cada olhar que perco por sobre as nuvens,
e em cada verso que me escapa por entre os dedos
Amo-te nos gritos do meu silêncio,
nas noites que não têm fim,
e em cada lágrima que teima em não cair
Amo-te nas lembranças que já nem me lembro,
nas cinzas de todas as horas,
e nas dores que irei sentir
Amo-te assim feito um louco,
e feito louco,
busco-te ferozmente em cada palavra,
em cada objeto,
em cada mísero grão de tempo
Amo-te, e por amar-te tanto,
espero-te,
ainda que nunca me ouças chamar,
e ainda que nunca tenhas partido
Marcelo Roque

VERDADE - CARLOS DUMMOND DE ANDRADE
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE video

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

MARCELO ROQUE E MARCELO GLEISER UNIDOS NO TEMA DA SOLIDÃO


NESTE TEXTO TEMOS A SOLIDÃO DO HOMEM DIANTE DO UNIVERSO, TEMA TRATADO POETICAMENTE POR MARCELO ROQUE, USANDO O TELESCÓPIO HUBBLE COMO EIXO CENTRALIZADOR E MARCELO GLEISER,FRANKESTEIN.

HUBBLE
Para onde quer que aponte suas lentes,
lá estarei;
flamejante
e distante,
qual estrela;
silencioso
e perturbador,
qual solidão


Marcelo Roque


NÃO IMPORTA O INSTRUMENTO USADO COMO GANCHO DE EXPRESSÃO.O QUE CONTA É A SENSIBILIDADE DO ESCRITOR.EIS UMA PARTE DO TEXTO DO FÍSICO MARCELO GLEISER DISCUTINDO A MESMA SOLIDÃO

FRANKENSTEIN REVISITADO

"É difícil não associar o nome "Frankenstein" com o monstro criado na versão cinematográfica de 1931, dirigida por James Whale, famosamente interpretado por Boris Karloff: uma criatura mentalmente perturbada, um assassino que mal podia ser considerado humano.

Quem leu o romance de Mary Shelley, entretanto, sabe que a história original era bem outra. E o seu significado, muito mais profundo.

A jovem vitoriana criou um ser muito mais sofisticado do que aquele retratado por Hollywood. No livro, publicado em 1818, o monstro não tinha nada de retardado ou de psicopata. Inteligente, conversava com o seu criador, lia livros e sonhava em ser amado. Foi aí que o problema começou.(MARCELO GLEISER-MICRO/MACRO-4 DE OUTUBRO,2009)"

ENTÃO O PROBLEMA ATÉ DE UM MONSTRO TRANFORMADO EM HOMEM É A SOLIDÃO, TEMA DO FÍSICO E DO POETA...E AÍ FICA A PROPOSTA PARA NOSSOS LEITORES PENSAREM A BELEZA DO UNIVERSO, DA CIÊNCIA E DA LINGUAGEM NA MAIS LIVRE INTEGRAÇÃO QUE POSSA ATINGIR NOSSA SOLIDÃO.

GLÓRIA KREINZ

OBSERVAÇÃO-OS TEXTOS INDICADOS, TANTO DE MARCELO ROQUE COMO DE MARCELO GLEISER, PODE SER ENCONTRADOS NO LINK CITADO.

http://cinciaepoesia.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O POETA DIVULGADOR CIENTÍFICO UNE BELEZA , POESIA E CIÊNCIA. GLÓRIA KREINZ DIVULGA

HUBBLE


Para onde quer que aponte suas lentes,
lá estarei;
flamejante
e distante,
qual estrela;
silencioso
e perturbador,
qual solidão


Marcelo Roque



O telescópio espacial Hubble, foi lançado ao espaço no ano de 1990,
com o objetivo de fazer observações espaciais mais nítidas e precisas,
já que, em terra, os telescópios convencionais sofriam com as
distorções das luzes captadas, por razão da interferência da atmosfera
terrestre
Este telescópio, foi batizado em homenagem ao astrônomo dos Estados
Unidos, Edwin Powell Hubble, que revolucionou a astronomia, ao constatar que o universo estava em constante expansão

domingo, 13 de setembro de 2009

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA , SENSIBILIDADE E BELEZA ESTÃO JUNTOS NOS TEXTOS DE MARCELO ROQUE COMO QUERIA JOSÉ REIS: GLÓRIA KREINZ DIVULGA

TODA A BELEZA QUE VÃO LER AQUI ESTÁ NO LIVRO DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA:OLHARES, EM JUSTA HOMENAGEM A CRODOWALDO PAVAN

POESIAS E TEXTOS DE JOSÉ REIS E MARCELO ROQUE MOSTRAM QUE BELEZA, SENSIBILIDADE E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PODEM CAMINHAR JUNTAS, ASSIM COMO O AMOR E A INDAGAÇÃO DA VIDA...


Ciência

A ciência me ensinou
Não existirem os fantasmas que eu
Em menino temia
No escuro, e que afastava assobiando.

Ela mesma, porém,
Outros fantasmas pôs na minha vida
E é pena que esqueci
O meu jeito menino de assobiar.

José Reis



Ciência
Finalmente, encontramos água em Marte, e já podemos dizer às flores,
que elas podem sonhar com as primaveras marcianas ...
Nas salas de cirurgias, mãos robotizadas e programadas por computadores, ajudam a salvar vidas, em suas verdadeiras odisséias intracorporais ...
E enquanto isso, dentro dos vidros nos laboratórios, continuamos expandindo ainda mais o amor, fazendo brotar dos troncos celulares ...
Os mais vermelhos corações ...

Marcelo Roque


Universo

Curiosa, perguntou-me o que é o universo.
Eu sorrio, disfarço, desconverso.
Se o que sou não sei
Como é que explicarei
Esse mistério em que sou pó disperso?

José Reis


LIVRES
Sei que você não é minha,
assim,
como eu também não lhe pertenço
Mas,
sei também,
que é justamente pelo fato
de não nos pertencermos,
que nos pertencemos tanto
Marcelo Roque

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O "MANIFESTO ANTROPÓFAGO" E "SETE DE SETEMBRO-O GRITO QUE NÃO DEMOS", POESIA DE MARCELO ROQUE


SETE DE SETEMBRO-O GRITO QUE NÃO DEMOS
Não,
aquele grito não foi meu,
ele nem mesmo cabia na minha boca,
e nem na boca de ninguém que eu conhecia
Era pomposo demais,
empostado demais,
dourado demais,
e sofrido de menos
Era mesmo um grito para ser dado
do alto de um cavalo,
bem escovado
e selado;
e não do chão,
descalço
e com a enxada entre as mãos

Deixo aqui o meu protesto, contra a falsa independência do Brasil,
tendo em vista que, ela foi elaborada pela elite dominante daquela
época, que em momento algum, defendia os interesses populares,
muito pelo contrário, dentre outras coisas, defendia a manutenção
dos latifúndios e a continuação da escravatura em nosso país
Por esta razão, o dia sete de setembro, deveria sim ser lembrado,
como o dia, em que o povo não gritou às margens do Ipiranga ...

Marcelo Roque

MANIFESTO ANTROPÓFAGO
OSWALD DE ANDRADE

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem n6s a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaig-ne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos..

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju*

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.

Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.

De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.

OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha." (Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)

* "Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em Fulano lembranças de mim", in O Selvagem, de Couto Magalhães

Oswald de Andrade alude ironicamente a um episódio da história do Brasil: o naufrágio do navio em que viajava um bispo português, seguido da morte do mesmo bispo, devorado por índios antropófagos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"HOMOS", POESIA DE MARCELO ROQUE E “HOMO ARTISTICUS”, ARTIGO DE MARCELO GLEISER : Glória Kreinz Divulga

"HOMOS", POESIA DE MARCELO ROQUE E “HOMO ARTISTICUS”, ARTIGO DE MARCELO GLEISER : Glória Kreinz Divulga
Se a natureza cantava, os homens queriam cantar também [Marcelo Gleiser]

Marcelo Roque
De tão aventureiro que sempre fui,
entre vales,
montanhas e mares,
de mim mesmo,
me perdi
E quando finalmente me reencontrei,
nas distantes e gélidas terras além savanas,
não mais me reconheci;
afinal,
já não eram meus aqueles olhares,
aquele corpo,
e tampouco os sonhos
E foi desde então,
que me deixei definitivamente para trás,
e passei a caminhar sozinho,
rumo ao imprescindível,
e inevitável destino de todo ser;
o desconhecido ...



Por volta de 40 mil anos atrás, um acontecimento ocorrido na
Europa, veio transformar, definitivamente, a história do homem
em nosso planeta
Foi a chegada neste continente, daquele que seria, o ancestral
direto de toda a humanidade; o "homo sapiens"
Até então, por cerca de 300 mil anos, a Europa foi o que podemos
chamar de "eldorado" de uma outra espécie de homem, o "homo neanderthalensis", ou homem de Neanderthal
Suas caracteristicas físicas, estavam perfeitamente adaptadas
as condições climáticas daquela região, onde as temperaturas
podiam chegar a mais de 20 graus abaixo de zero
Os sapiens, por sua vez, não estavam fisicamente tão bem adaptados
ao clima, porém, por razão de suas enormes capacidades inventivas,
demonstradas através da fabricação de seus instrumentos de caça
e sobrevivência, eles conseguiram não só se estabelecer, como
também, levar em relação aos neanderthais, vantagens na obtenção
de alimento e na disputa territórial
E com uma escasses cada vez maior de alimento, e tendo seus territórios drasticamente diminuidos, a extinção dos neanderthais,
acabou tornando-se então, inevitável

É importante acrescentar que, segundo os cientistas, tanto os
neanderthais com os sapiens, tiveram provavelmente o "homo erectus"
como ancestral comum
Foram os erectus, os primeiros a migrarem do continente africano
para outras regiões,dando origem assim, ao surgimento de ramificações
do gênero humano tanto na Ásia como na Europa



Domingo, 23 de Agosto de 2009
Homo artisticus

MARCELO GLEISER

________________________________________
Se a natureza cantava, os homens queriam cantar também
________________________________________

A Terra tem uma idade aproximada de 4,5 bilhões de anos.

Nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu em torno de 200 mil anos atrás, na África. Se concentrássemos 4,5 bilhões de anos em uma hora, nosso aparecimento teria ocorrido há menos de dois décimos de segundo. Somos a presença mais recente neste planeta e nos achamos donos dele. Algo para refletir.

Evidências fósseis e genéticas indicam que grandes migrações da África em direção à Eurásia e à Oceania ocorriam já há 70 mil anos. A fala, parece que tínhamos há pelo menos 50 mil anos. Dos 200 mil anos que marcam a nossa presença na Terra, há apenas 10 mil nós nos organizamos em sociedades agrárias, capazes de se sustentarem com o plantio e colheita regular de espécies de vegetais domesticados.

Certamente, quando essas sociedades começaram a se organizar, alguns animais também foram domesticados.

Antes dessas sociedades agrárias, bandos de homens e mulheres corriam pelas savanas africanas e planícies eurasiáticas à procura de alimentos e abrigo. Os perigos eram muitos, de animais predadores e grupos inimigos a fenômenos naturais violentos, como misteriosos vulcões e terremotos. Para sobreviver, nunca se podia baixar a guarda.

Desde cedo, ficou claro aos nossos antepassados que a natureza tinha seus próprios ritmos, alguns regulares e outros irregulares. A linguagem nasceu tanto para facilitar a sobrevivência dos grupos quanto para imitar os sons ouvidos pelo mundo, de cachoeiras e trovões aos pássaros e os temidos tigres. Se a natureza cantava, os homens queriam cantar também.

Recentemente, foram descobertos os instrumentos musicais mais antigos, flautas feitas de ossos de abutres e mamutes, datando entre 35 mil e 40 mil anos atrás. Os objetos foram encontrados em uma região na Alemanha, provando que não só humanos haviam já saído da África então, como também haviam desenvolvido habilidades musicais e artesanais. Se o vento assobiava ao passar por frestas e galhos, se gotas caiam ritmicamente das folhas, os homens procuravam imitar esses sons, criando os instrumentos capazes de fazê-lo.

Apesar de não sabermos muito sobre os costumes dessa gente, é difícil evitar imagens, talvez um pouco românticas, do que ocorria então. A vida era difícil. Provavelmente poucos sobreviviam além dos 20 anos. Mas imagino que existisse uma abundância enorme de animais nos campos, mares e rios. Pinturas nas cavernas da Europa e da África, algumas datando de mais de 20 mil anos atrás, mostram uma enorme variedade de animais e também de cenas de caçadas e de rituais. Provavelmente grupos se reuniam nas cavernas para comer, dormir e celebrar uma boa caça. As pinturas podiam ser tanto ornamentos quanto desenhos ritualísticos que faziam parte de cerimônias religiosas.

Certamente o som das flautas e dos tambores acompanhava os rituais, talvez até na tentativa de imitar os grunhidos dos animais e os sons do ambiente natural onde viviam.

A música e a pintura não eram as únicas expressões artísticas dessas sociedades ancestrais. A escultura também. Figurinos conhecidos como Vênus do Paleolítico, datando de mais de 25 mil anos, mostram o corpo de mulheres bem dotadas de estrogênio, provavelmente símbolos de fertilidade. O impulso criativo parece ser tão antigo quanto a nossa espécie.

Do pouco que conhecemos a respeito dos nossos ancestrais, identificamos neles bastante do que somos hoje. A diferença é que eles viviam em comunhão com o mundo -e não em guerra com ele.

sábado, 22 de agosto de 2009

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA POESIA DE MARCELO ROQUE: GLORIA KREINZ DIVULGA

DOE AMOR, DOE VIDA, DOE ÓRGÃOS
Que o meu coração
possa encontrar
o abrigo quente de outro peito
e a acolhida sem fim
de novos amores
Marcelo Roque

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AULA DE DIVULGAÇÃO NO TEXTO DO POETA MARCELO ROQUE: GLÓRIA KREINZ DIVULGA

www.eca.usp.br/njr

GEDEÃO
Todo homem,
nasce ao relento de si mesmo
Solto entre os ventos
e os pensamentos,
qual Gedeão;
antes mesmo,
de ser homem ...





Antônio Gedeão, era o pseudônimo do português, Rômulo Vasco da
Gama de Carvalho, poeta, professor e historiador da ciência
Foi um homem apaixonado pela ciência e sua divulgação. E graças
ao seu enorme talento com as palavras, além de tornar-se um
importante poeta em seu país, usou também de sua poesia, como
um eficaz instrumento de divulgação científica



Marcelo Roque

sábado, 15 de agosto de 2009

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E POESIA DE MARCELO ROQUE REFLETEM SOBRE CIÊNCIA , DIREITOS HUMANOS E O PROJETO MANHATTAN

GLÓRIA KREINZ DIVULGA: "OS FILHOS DE HIROSHIMA" DE MARCELO ROQUE, POETA E DIVULGADOR CIENTÍFICO, E EXIGEM REFLEXÃO SOBRE CIÊNCIA E DIREITOS HUMANOS

CURSO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA-ESPECIALIZAÇÃO-ÚNICO COM APOIO DA CÁTEDRA UNESCO JOSÉ REIS/ECA/USP E ABRADIC-F.30914021/9185-8555 www.eca.usp.br/njr/curso


EVOLUÇÃO
Assim, como Toumai,
que entre galhos e pedras
talhava suas mãos;
também sigo eu,
talhando estas mesmas mãos,
entre palavras e versos ...



No ano de 2001, cientistas da França, Chade e Estados Unidos,
encontraram no deserto do Chade, o mais antigo fóssil de hominídeo
que se tem notícia, datado de cerca de 7 milhões de anos
Chamado de "Toumai", que na língua local significa "esperança de vida",
este indivíduo, com características de chimpanzés e também humanas,
lança uma nova luz em relação a cadeia evolucionária do homem
Sugere que,ao contrário do que se imaginava,não existe o chamado
"elo perdido",ou seja,uma única espécie que liga o homem aos macacos
Acredita-se agora, na coexistência de várias espécies de hominídeos,
que deram então, origem as primeiras espécies do gênero humano


Marcelo Roque

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"EVOLUÇÃO"-DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, CIÊNCIA E POESIA EM MARCELO ROQUE: GLÓRIA KREINZ DIVULGA

EVOLUÇÃO
Assim, como Toumai,
que entre galhos e pedras
talhava suas mãos;
também sigo eu,
talhando estas mesmas mãos,
entre palavras e versos ...
Marcelo Roque

POETA E DIVULGADOR CIENTÍFICO

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pós-Graduação de Ciro Marcondes começa dia 10 de agosto / Cátedra UNESCO NJR-ECA/USP e GK divulgam também poesia/pensamento de Marcelo Roque

Mais informações e ementa do curso:
blogdonjr.wordpress
EU
"EU SOU O TUDO,
O NADA
E O QUE NÃO PODE SER"...
Marcelo Roque

Agosto 5, 2009 in Uncategorized (Edit)
A Cátedra UNESCO José Reis de Divulgação Científica da USP
A ESCOLA DE SÃO PAULO de Estudos Comunicacionais

Informam que estão abertas as inscrições até o dia 10 de agosto de 2009 para o Curso “A Imagem, o Ser Infogênico e os Dilemas de uma Filosofia para a Era Digital” que será ministrado pelos Professores Doutores Manfred Fassler, da Johann Wolfgang Goethe Universität, de Frankfurt, Alemanha, e por Ciro Marcondes Filho, da ECA-USP entre 10 a 21 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h, no Auditório Freitas Nobre do CJE – Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA. Para se inscrever é necessário o envio, até dia 10 de agosto, dos dados pessoais dos interessados para o email: njr@usp.br , com cópia para mari.nwabasili@gmail.com e osmir@usp.br, contendo os seguintes dados:

Nome completo:

Endereço completo:

RG:

Instituição: (nome da Faculdade ou da Universidade)

Curso: (especificar nome do curso de graduação ou de pós-graduação)

Nível: (graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado)

email:

telefone:

Também é possível fazer as inscrições pessoalmente no Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP, localizado à Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Bloco 9 – sala 10, Cidade Universitária, Universidade de São Paulo, de segunda à sexta -feira, das 10h às 12h e das 14h às 18h, fones: (11) 3091 4021 e (11) 9185 8655

Os certificados de participação só serão entregues aos alunos que tiverem 75% de presença no curso de duas semanas e poderão ser retirados posteriormente na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da USP, São Paulo, em período a ser informado quando da finalização do curso.

Mais informações e ementa do curso: http://blogdonjr.wordpress.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

POESIA DE MARCELO ROQUE E CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA



VEJA POESIA DO DIVULGADOR E POETA MARCELO ROQUE
O restante do POEMA na postagem abaixo desta...
"Colombos dos novos tempos,
navegaram;
até aportarem,
placidamente,
na prateada ilha dos amantes
e dos poetas;"

CURSO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA-NJR/ECA/USP
TELEFONE-3091-4O21/91858655

www.eca.usp.br/nucleos/njr/curso

segunda-feira, 20 de julho de 2009

GLORIA KREINZ DIVULGA POESIA/DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DE MARCELO ROQUE,COMEMORANDO POUSADA DO HOMEM NA LUA.

O DIVULGADOR CIENTÍFICO E POETA MARCELO ROQUE EMOCIONA COM SUA POESIA:

COLOMBOS
Quando do espaço,
os sinais de Sputnik
desbravaram o silêncio;
nascia naquele céu,
um outro céu
De um azul, até então, desconhecido;
e que se revelou à Laika,
pouco antes,
de se desnudar inteiramente,
aos olhos de Gagarin
Um mar de céus,
de infinitos e inexplorados azuis
E por onde Armstrong,
Aldrin
e Collins,
Colombos dos novos tempos,
navegaram;
até aportarem,
placidamente,
na prateada ilha dos amantes
e dos poetas;
tão magnificamente situada,
entre os azuis,
e os sonhos ...





No dia 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 pousou na Lua,
tornando Neil Armstrong e Edwin Aldrin, os primeiros homens a
pisarem em solo lunar.
Porém, antes deste fabuloso feito científico, devemos lembrar
também, outros tantos acontecimentos extraordinários que
possibilitaram a sua concretização.
Como o envio do satélite soviético Sputnik em outubro de 1957;
primeiro artefato de fabricação humana lançado ao espaço, e que
propiciou um melhor estudo sobre as condições atmosféricas de
nosso planeta, dentre outras avaliações importantes
Em novembro deste mesmo ano, a cadela Laika, tornou-se o primeiro
ser vivo a ser enviado ao espaço. E através do monitoramento de
todos os seus dados biológicos, os cientistas, puderam então, colher
importantes informações sobre as possíveis reações que poderiam
sofrer seres humanos, sob estas mesmas condições espaciais
Em 12 de abril de 1961, o russo Yuri Gagarin, entrou para a história,
como o primeiro homem a chegar ao espaço, a bordo da nave Vostok 1
Deu uma volta completa na órbita do planeta, quando disse então, a
celebre fase " A terra é azul"
Por fim, em 1961, os Estados Unidos lançaram o seu ambicioso projeto de conquista da Lua, fazendo frente a União Soviética
E após anos de desenvolvimento tecnológico e humano, através de
várias missões tripuladas e não, finalmente, alcançaram exito,
pousando na superfície lunar com a nave Apollo 11, em 20 de julho
de 1969, há exatamente, 40 anos ...

Por fim, é importante salientar que, toda a conquista científica, não
pertence a nenhum indivíduo, povo, ou nação. No caso da exploração
espacial, como podemos ver, vários esforços foram necessários para
tal feito. Envolvendo países, até então, inimigos no campo político-
ideológico, e que de certa forma,mesmo sobre um contexto de acirrada
competição, não deixaram de cooperar um com o outro, já que, as
experiências feitas por cada um, tiveram relevantes implicações no
desenvolvimento de seus projetos
Podemos afirmar então que, toda e qualquer conquista científica é,
antes de mais nada, uma conquista de toda a humanidade ...



Marcelo Roque

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O POETA MARCELO ROQUE,NA POESIA TESLA_O ILUMINADO,UNE DIDATICAMENTE CIÊNCIA E POESIA

VEJA MAIS:www.eca.usp.br/njr

stoa.usp.br/gkdivulga/weblog/

TESLA- O ILUMINADO

Ainda criança, sonhava com o Niágara
Cresceu, e levou contigo os teus sonhos,
e sonhou mais,
e mais
E a cada sonho alcançado,
outros muitos se desenhavam em teus olhos
Filho do Sol e do Vento,
primo distante do medo,
que com teu corpo firme e esguio
ergueu- se além céu
Visionário cavaleiro dos raios,
que mesmo diante tantos olhares sombrios,
preservou imaculada a luz dos teus sonhos
Iluminado então se fez,
não apenas por todas as glórias,
mas, principalmente,
por ter ousado sonhar
o sonho impossível ...





Nikola Tesla (10 julho 1856, Smiljan, atual Croácia, 7 janeiro 1943)
Genial inventor nos campos da engenharia mecânica e eletrotécnica
Dentre tantas invenções revolucionárias, formulou as bases para que
as transmissões via rádio, tornassem possíveis.
É também responsável pela invenção da corrente alternada (ac),
possibilitando assim, a distribuição de energia elétrica por distâncias,
até então, improváveis
É visto como um dos precursores do tempo moderno, já que, em
praticamente todas as máquinas, motores, aparelhos de controle
à distância, sistemas de iluminação, comunicação, raio x, entre
outros; encontramos as bases desenvolvidas por ele





Marcelo Roque

quarta-feira, 8 de julho de 2009

POETA, POESIA E INFÂNCIA VISTOS POR MARCELO ROQUE

GLÓRIA KREINZ DIVULGA:O poeta Marcelo Roque e sua preocupação com educação/infância, em texto e poesia / stoa.usp.br/gkdivulga/webloggs.com.br

"Amor que é amor,
se faz presente em qualquer tempo"

ATUALIZADO EM 2010- POESIA MÃES DE MAIO-CRIANÇAS DESAPARECIDAS-DOAÇÕES-


Marcelo Roque

Infâncias estão sendo perdidas tanto aqui, como em países, onde crianças desde muito pequenas, já são treinadas para pegarem em armas !
Isto é um absurdo !!!
Estes jovens são castrados em suas capacidades de discernimento em relação ao mundo em que vivem !!! Estamos plantando assim, uma sociedade cada vez mais de "massa"; de indivíduos incapazes de saber o que é bom ou ruim para eles próprios; de saber se estão sendo explorados ou não; E não devemos esperar a interferência de nenhum governo para mudar esta situação, cabe à nós, pais, irmãos, avós, filhos, enfim ... todos aqueles que enxergam esta tragédia, tentar à partir do núcleo familiar, (seja de nossa família ou não), lutar contra esta barbárie !
Devemos começar por nossas casas, unir forças com comunidades de bairro, exigir a ação dos governos; Brigar por investimentos maciços na área da educação, das artes e cultura !!!
É claro que nadar contra a maré, por vezes, não é nada fácil, mas, é bem melhor do que viver aos sabores dos ventos da ignorância !!!

Triste realidade:

Pedofilia


Escondida entre pelúcias
bonecas
e lençóis
ela só quer dormir tranquila
e quem sabe
até sonhar
o quão bom seria
se tivesse nascido criança


Marcelo Roque



SÓ O AMOR PODE SALVAR: GLÓRIA kREINZ

AMAR


Quem amou,
não amou
Porque amar não se conjuga no passado,
amor não fica para trás,
não pára no tempo
Amor que se amou,
não é amor,
pois,
o verdadeiro amor
não conhece o passado e nem o futuro
Amor que é amor
se faz presente em qualquer tempo ...

Marcelo Roque

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ALIENAÇÃO-POESIA DE MARCELO ROQUE PEDE DEMOCRACIA NA EDUCAÇÃO

ALIENAÇÃO

Muitos governos ditos democráticos,
dão sim, voz aos seus cidadãos,
porém, antes, procuram se certificar
que estes, não terão argumentos



"Um governo que não valoriza uma educação
verdadeiramente democrática e de qualidade,
esta contribuindo ativamente, para a deformação
do senso crítico de seus cidadãos"

Marcelo Roque

domingo, 14 de junho de 2009

LHC EM MARCELO ROQUE E MARCELO GLEISER

MARCELO GLEISER COMENTOU HOJE NA FOLHA DE S.PAULO O ACELERADOR DE PARTÍCULAS E MARCELO ROQUE TRANSFORMOU O TEMA EM POESIA E VÍDEO




VEJA MAIS: http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/proscientiae/

Marcelo Roque

BÓSON DE HIGGS

Acelero versos
comoquem acelera partículas
recrio silêncios e explosões
preencho com formas, supostos vazios
para que então,
nas entrelinhas das descobertas,
na ante-sala do Éden,
eu possa por fim ...
redescobrir a mim mesmo ...

Anjos e demônios da ciência
No filme, os cientistas são inocentes e os cardeais são sábios
Como não podia deixar de ser, hoje escrevo sobre o filme "Anjos e Demônios", baseado no romance homônimo de Dan Brown.Para os leitores que não tiveram a oportunidade de assistir ao filme ou ler o livro, a narrativa trata de um complô para assassinar a cúpula da Igreja Católica durante a escolha de um novo papa. Uma bomba extremamente poderosa foi escondida em algum lugar da famosa basílica de São Pedro, no Vaticano, e irá explodir, a menos que nosso herói, o professor de Harvard especialista na interpretação de símbolos Robert Langdon (Tom Hanks), consiga desvendar uma série de mistérios e pistas.A bomba, e aqui entra o tema principal do filme, é um artefato que usa uma amostra de antimatéria criada pelos cientistas do Cern, o centro europeu de física de partículas, a casa do LHC, o gigantesco colisor de partículas que deverá entrar em funcionamento em alguns meses. O filme retrata o conflito entre os magistérios que supostamente disputam o domínio da sociedade: a religião e a ciência.A cena inicial se passa no templo da ciência, onde os seus sacerdotes, os cientistas do Cern, preparam-se para acionar a maior máquina já construída na história. A bela física italiana Vittoria Vetra (Ayelet Zurer) e seu colega, um padre físico (vejam que essa união não é impossível), planejam isolar um pouco de antimatéria.O ponto é que antimatéria é extremamente rara: o Universo é composto quase exclusivamente de matéria, os átomos formados de partículas elementares como elétrons e quarks (componentes dos prótons e nêutrons). Ainda bem. Partículas de matéria desintegram-se imediatamente quando entram em contato com partículas de antimatéria, transformando-se em raios gama, uma forma de radiação eletromagnética de altíssima energia. Se você apertasse a mão da sua antipessoa, o Brasil desapareceria em instantes.A bomba que ameaça destruir o Vaticano é feita de antimatéria, roubada do experimento no Cern. No livro, fica claro que a intenção dos físicos é recriar o Big Bang, o momento da criação, transformando mistério em ciência. O padre físico quer provar que Deus existe; os cientistas, que a ciência explica até mesmo o mistério da criação sem a necessidade de interferências sobrenaturais. No meio tempo, a liderança da Igreja Católica pode desaparecer do mapa: o fim da religião pelas mãos da ciência.Não vou contar o que acontece no filme, para não estragar a surpresa.Mesmo que o enredo não faça muito sentido do ponto de vista científico, Dan Brown consegue trazer o conflito entre ciência e religião ao grande público, o que acho notável.Infelizmente, no filme vemos uma tendência a manter estereótipos que me parecem injustos. Existe uma aura de inocência nos cientistas e de sapiência nos cardeais, como se cientistas fossem imaturos e irresponsáveis perante a autoridade moral da igreja.O templo da ciência parece um brinquedo perante o majestoso templo da igreja. (E, em termos de beleza, não há mesmo o que comparar. Mas a questão aqui é a função de cada um.)Mas o que define a sociedade moderna? Os "brinquedos" digitais da ciência ou a moral ancestral da religião?A sabedoria e a moralidade não são província exclusiva da religião. Muitas pessoas sábias e altamente morais não são religiosas. Todos sabem que matar é errado (mesmo que as religiões se esqueçam disso com frequência), e a maioria sabe que devemos amar o nosso próximo. Os desafios que enfrentaremos ao longo deste século, do aquecimento global à crise de energia, serão resolvidos nos templos da ciência e não nos belos templos da religião.
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Marcadores: , , , , , , Anjos e demônios da ciência
No filme, os cientistas são inocentes e os cardeais são sábios
Como não podia deixar de ser, hoje escrevo sobre o filme "Anjos e Demônios", baseado no romance homônimo de Dan Brown.Para os leitores que não tiveram a oportunidade de assistir ao filme ou ler o livro, a narrativa trata de um complô para assassinar a cúpula da Igreja Católica durante a escolha de um novo papa. Uma bomba extremamente poderosa foi escondida em algum lugar da famosa basílica de São Pedro, no Vaticano, e irá explodir, a menos que nosso herói, o professor de Harvard especialista na interpretação de símbolos Robert Langdon (Tom Hanks), consiga desvendar uma série de mistérios e pistas.A bomba, e aqui entra o tema principal do filme, é um artefato que usa uma amostra de antimatéria criada pelos cientistas do Cern, o centro europeu de física de partículas, a casa do LHC, o gigantesco colisor de partículas que deverá entrar em funcionamento em alguns meses. O filme retrata o conflito entre os magistérios que supostamente disputam o domínio da sociedade: a religião e a ciência.A cena inicial se passa no templo da ciência, onde os seus sacerdotes, os cientistas do Cern, preparam-se para acionar a maior máquina já construída na história. A bela física italiana Vittoria Vetra (Ayelet Zurer) e seu colega, um padre físico (vejam que essa união não é impossível), planejam isolar um pouco de antimatéria.O ponto é que antimatéria é extremamente rara: o Universo é composto quase exclusivamente de matéria, os átomos formados de partículas elementares como elétrons e quarks (componentes dos prótons e nêutrons). Ainda bem. Partículas de matéria desintegram-se imediatamente quando entram em contato com partículas de antimatéria, transformando-se em raios gama, uma forma de radiação eletromagnética de altíssima energia. Se você apertasse a mão da sua antipessoa, o Brasil desapareceria em instantes.A bomba que ameaça destruir o Vaticano é feita de antimatéria, roubada do experimento no Cern. No livro, fica claro que a intenção dos físicos é recriar o Big Bang, o momento da criação, transformando mistério em ciência. O padre físico quer provar que Deus existe; os cientistas, que a ciência explica até mesmo o mistério da criação sem a necessidade de interferências sobrenaturais. No meio tempo, a liderança da Igreja Católica pode desaparecer do mapa: o fim da religião pelas mãos da ciência.Não vou contar o que acontece no filme, para não estragar a surpresa.Mesmo que o enredo não faça muito sentido do ponto de vista científico, Dan Brown consegue trazer o conflito entre ciência e religião ao grande público, o que acho notável.Infelizmente, no filme vemos uma tendência a manter estereótipos que me parecem injustos. Existe uma aura de inocência nos cientistas e de sapiência nos cardeais, como se cientistas fossem imaturos e irresponsáveis perante a autoridade moral da igreja.O templo da ciência parece um brinquedo perante o majestoso templo da igreja. (E, em termos de beleza, não há mesmo o que comparar. Mas a questão aqui é a função de cada um.)Mas o que define a sociedade moderna? Os "brinquedos" digitais da ciência ou a moral ancestral da religião?A sabedoria e a moralidade não são província exclusiva da religião. Muitas pessoas sábias e altamente morais não são religiosas. Todos sabem que matar é errado (mesmo que as religiões se esqueçam disso com frequência), e a maioria sabe que devemos amar o nosso próximo. Os desafios que enfrentaremos ao longo deste século, do aquecimento global à crise de energia, serão resolvidos nos templos da ciência e não nos belos templos da religião.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

USP: FOTO, REPRESSÃO E POESIA



NAS FOTOS DE YURI GONZAGA A REPRESSÃO TRANSFORMADA EM POESIA POR MARCELO ROQUE, AMBOS DA EQUIPE DO NJR/ECA/USP.

Curso de Especialização em Divulgação Científica-INSCRIÇÕES ABERTAS-INÍCIO AGOSTO 2009

Núcleo José Reis - Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, travessa 4/5, Bloco 9, Sala 10, Cidade Universitária - CEP 05508-900 - São Paulo-SP.

Informações, pelos telefones (11) 3091-4270 e 3091-4021-91858655 ou pelo e-mail nucleojosereis@eca.usp.br.

O formulário de inscrição está disponível no endereço www.eca.usp.br/njr/curso/

Da Agência USP de Notícias


"Se você tem um fuzil
eu tenho a palavra"

Marcelo Roque

Veja mais: www.eca.usp.br/njr/abradic

OLHOS AZUIS

Se você têm um fuzil
eu tenho a palavra
se sua bala é de chumbo
a minha é de menta
se você têm a resposta
eu tenho as perguntas
se você vêm com dinheiro
eu rasgo meus bolsos
se sua luta têm dono
a minha é de todos
se o seu sapato é de couro
o meu, alpargatas
se você dorme e sonha
eu sonho e acordo
se há diplomas em suas paredes
tenho janelas nas minhas
se você segue a cartilha
eu escrevo um livro
se você reza em latim
eu agradeço em esperanto
se deus está contigo
eu me contento com a fé
e se o seu céu é azul
azuis, são os meus olhos ...



"Em solidariedade ao direito legítimo de todo cidadão, reinvindicar
por seus direitos, sem que para isto, venha a sofrer qualquer tipo
de ação truculenta" ...
Marcelo Roque

sexta-feira, 5 de junho de 2009

MARCELO GLEISER E MARCELO ROQUE






MARCELO ROQUE

ALICERCES"Sobre os alicerces do silêncio, construo meus poemas"

Marcelo Roque

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MICRO/MACRO

Marcelo Gleiser


Publicado no blog Micro/Macro,domingo, 31 de Maio de 2009

Beleza e verdade
Einstein defendia o belo como critério de verdade em teorias científicas
Em 1819, o poeta inglês John Keats, um dos expoentes do movimento romântico, escreveu: "a verdade é bela e a beleza, verdade. Isso é tudo o que precisas saber em vida; tudo o que precisas saber". (Perdoem-me pela tradução amadora.)Apesar das várias críticas argumentando que essas linhas são inocentes e que até estragam o poema (como escreveu T. S. Eliot, outro grande poeta), a fama delas ultrapassa os comentários negativos. Tanto que viraram até nome de livro, como no caso da recente obra do matemático Ian Stewart, onde ele conta a história da busca por simetria (que ele equaciona com beleza) na matemática e na física teórica.Historicamente, a matemática é extremamente eficiente na descrição dos fenômenos naturais. O prêmio Nobel Eugene Wigner escreveu sobre a "surpreendente eficácia da matemática na formulação das leis da física, algo que nem compreendemos nem merecemos". Toquei outro dia na questão de a matemática ser uma descoberta ou uma invenção humana.Aqueles que defendem que ela seja uma descoberta creem que existem verdades universais e inalteráveis, independentes da criatividade humana. Nossa pesquisa simplesmente desvenda as leis e teoremas que estão por aí, existindo em algum meta-espaço das ideias, como dizia já Platão.Nesse caso, uma civilização alienígena descobriria a mesma matemática, mesmo se a representasse com símbolos distintos. Se a matemática for uma descoberta, todas as inteligências cósmicas (se existirem) vão obter os mesmos resultados. Assim, ela seria uma língua universal e única. Os que creem que a matemática é inventada, como eu, argumentam que nosso cérebro é produto de milhões de anos de evolução em circunstâncias bem particulares, que definiram o progresso da vida no nosso planeta.Conexões entre a realidade que percebemos e abstrações geométricas e algébricas são resultado de como vemos e interpretamos o mundo.Em outras palavras, a matemática humana é produto da nossa história evolutiva. Claro, civilizações que se desenvolverem em situações semelhantes (na superfície de um planeta rochoso com muita água e vegetação, sob um sol irradiando principalmente na porção visível do espectro eletromagnético etc.) poderão obter uma matemática semelhante: a matemática reflete as mentes que a criam.Mas qual a relação da matemática com a beleza? Matemáticos e físicos atribuem beleza à teoremas e teorias, criando uma estética da "verdade". Os mais belos são aqueles que conseguem explicar muito com pouco.Quando possível, os teoremas e teorias mais belos são também os mais simples; dadas duas ou mais explicações para o mesmo fenômeno, vence a mais simples. Esse critério é conhecido como a "lâmina de Ockham", atribuído a William de Ockham, um teólogo inglês do século 14.Einstein, dentre outros, era um defensor da beleza como critério de verdade em teorias científicas: uma teoria tem que ser bela para estar correta. E, sem dúvida, muitas dela são, ao menos de acordo com critérios de elegância e simplicidade na matemática.Para os que creem na matemática como linguagem universal, essa estética leva à existência de uma única verdade. Acho isso preocupante, pois me soa como ecos de um monoteísmo judaico-cristão, uma infiltração religiosa, mesmo que sutil e metafórica, nas ciências. Melhor é defender a matemática e a beleza como nossa invenção. Criamos uma linguagem para descrever o mundo, que não podemos deixar de achar bela.À memória de meu pai, Izaac Gleiser (nascido em 31 de maio de 1927)

terça-feira, 26 de maio de 2009

PARABÉNS YURI GONZAGA...FOTO NA PRIMEIRA PÁG. DA FOLHA DE S.PAULO SOBRE GREVE NA USP...COMEMORANDO...ABRADIC PUBLICOU FOTOS SEMELHANTES ANTES...EQUIPE CÁTEDRA/NJR/ECA/USP-26/5/2009

YURI GONZAGA É EDITOR DO NOTÍCIAS ABRADIC E DEMAIS PUBLICAÇÕES DO NJR.

sábado, 16 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

STOA LIVRE...USP DEVOLVE BLOG AOS USUÁRIOS...
STOA URGENTE: PRETENDEMOS MARCAR REUNIÃO COM GIL DA COSTA MARQUES PARA DISCUTIR SITUAÇÃO DO STOA...A LUTA CONTINUA...SOLUÇÃO RÁPIDA É O QUE PRECISAMOS...A SUGESTÃO FOI DO PROF. JOSÉ JEREMIAS DE OLIVEIRA...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

NOSSO BLOG GK DIVULGA ESTÁ LIMITADO POR MOTIVO DE MANUTENÇÃO, O QUE OFERECE PROBLEMAS PARA A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA.

GLÓRIA KREINZ

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Destino

Inútil caminhar por entre folhas mortas,
Aonde levas tu,vida que não te importas?
José Reis

sábado, 25 de abril de 2009

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA WIKIPEDIA

Divulgação científica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

TIREI OS DADOS DA WIKIPEDIA, MAS TEM MUITO MAIS...BEIJOS...A AVENTURA ESTÁ COMEÇANDO...
Divulgação científica é grosseiramente o mesmo que "popularização da ciência" sendo este termo mais utilizado dentro da tradição de países anglo-saxônicos, a partir da década de 50, para caracterizar atividades que buscam fazer uma difusão do conhecimento científico para públicos não especializados.
Outras expressões, com sentidos mais restritivos, são também usadas, como: comunicação pública da ciência, vulgarização científica e jornalismo científico.
A divulgação científica iniciou-se há mais de cinco mil anos. Mais recentemente, a popularização da ciência tem sido interpretada também como um instrumento para tornar disponíveis conhecimentos e tecnologias que ajudem a melhorar a vida das pessoas e que dêem suporte a desenvolvimentos econômicos e sociais sustentáveis. Tais ações podem ter ainda um importante papel de apoio às atividades escolares. Mas não devem ser vistas apenas pelo seu caráter complementar ao ensino formal. Tem seu significado próprio, ao se dirigirem a um público mais amplo, que já passou (ou não) pelas escolas.
Ciência

Glória Kreinz

Ciência, nosso namoro
apenas começou,
mas certamente,
céus e terra balançou...